Vem, cara, me retrate/Não é impossível/Eu não sou difícil de ler/Faça sua parte/Eu sou daqui eu não sou de Marte/Vem, cara, me repara/Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim/Só não se perca ao entrar/No meu infinito particular(...)"

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Quarta-feira, 21 de Junho de 2006

tirado do www.fmmedia.no.sapo.pt

 
 
     
BRANCA
DE NEVE
de João
César
Monteiro
A mais polémica obra do mais polémico cineasta português: BRANCA DE NEVE é a obra ao negro de João César Monteiro, encantatória récita do texto de Robert Walser pontuada por flashes luminosos e, no final, pela presença do próprio cineasta.
 
Sobre o Filme:
 
Robert Walser retoma o conto onde Grimm o deixou. As personagens, na mão do poeta, permitem-se tudo, mesmo fazer uma careta à lenda.
Que imprudente ideia, a do príncipe, ter interrompido Branca de Neve no melhor dos sonos e, com um beijo que ela negará sempre, retirá-la do caixão de vidro para a restituir à vida, isto é, à carne, e arrogar-se direitos sobre ela.
Neste "dramolete", Walser está ainda mergulhado nos conflitos da infância. Nota-se aqui quando o pai é inexistente. É sempre com a mãe, ou a madrasta, que a heroína se deve confrontar.
Se Branca de Neve deseja morrer ou regressar ao país dos seus anões, é porque não está convencida da boa-fé da rainha. A sua madrasta não quis envenená-la? Quando Branca de Neve, salva pelo príncipe, voltou à vida, a rainha, graças aos seus beijos, não incitou, acto contínuo, o caçador a apunhalá-la?
E eis o príncipe e a jovem, tão pura quanto o seu nome indica, - o qual evoca para nós a morte de Walser na neve - aterrorizados por uma cena bestial entre a rainha e o caçador. O homem está deitado sobre a mulher e as suas atitudes parecem aos dois inocentes uma brutalidade espantosa. O amor será isto? Uma luta encarniçada?
Beijos envenenados, amor e crime intimamente imbricados, é absolutamente imprescindível corrigir o conto de Grimm. A mãe, madrasta, não pode ser tão malvada, seria insuportável. Mas Branca de Neve deve aprender que amor e ódio não estão nunca muito afastados. Ela compreende. Julgava-se - como Robert - "ferida, expulsa, perseguida, odiada". Era apenas tonta e agora tudo acaba em bem. Branca de Neve escolheu ser feliz.
Por que preço? O dilema é quase hamletiano: a afirmação da pequenez do sim, implica a renúncia à grandeza do não. Os derradeiros flocos de neve derretem-se ante o triunfo dos raios solares. O mundo social não hospeda o mundo mítico.
Le bonheur n'est pas gai.
Ó noite, coberta pelo teu manto de lua: a neve, a neve ainda?
 
Marie-Louise Audiberti / João César Monteiro

 


publicado por bruxabouga às 18:00

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