Vem, cara, me retrate/Não é impossível/Eu não sou difícil de ler/Faça sua parte/Eu sou daqui eu não sou de Marte/Vem, cara, me repara/Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim/Só não se perca ao entrar/No meu infinito particular(...)"

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Segunda-feira, 17 de Abril de 2006

Hilda Hilst

Do Desejo

de Hilda Hilst

 

E por que haverias de querer minha alma

Na tua cama?

Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas

Obscenas, porque era assim que gostávamos.

Mas não menti gozo prazer lascívia

Nem omiti que a alma está além, buscando

Aquele Outro. E te repito: por que haverias

De querer minha alma na tua cama?

Jubila-te da memória de coitos e de acertos.

Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

(Do Desejo - 1992)

 

 * * *

 

Colada à tua boca a minha desordem.

O meu vasto querer.

O incompossível se fazendo ordem.

Colada à tua boca, mas descomedida

Árdua

Construtor de ilusões examino-te sôfrega

Como se fosses morrer colado à minha boca.

Como se fosse nascer

E tu fosses o dia magnânimo

Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.

( Do Desejo - 1992)

 

* * *

 

Que canto há de cantar o que perdura?

A sombra, o sonho, o labirinto, o caos

A vertigem de ser, a asa, o grito.

Que mitos, meu amor, entre os lençóis:

O que tu pensas gozo é tão finito

E o que pensas amor é muito mais.

Como cobrir-te de pássaros e plumas

E ao mesmo tempo te dizer adeus

Porque imperfeito és carne e perecível

 

E o que eu desejo é luz e imaterial.

 

Que canto há de cantar o indefinível?

O toque sem tocar, o olhar sem ver

A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.

Como te amar, sem nunca merecer?

(Da Noite - 1992)

 Amavisse

de Hilda Hilst

 

Como se te perdesse, assim te quero.

Como se não te visse (favas douradas

Sob um amarelo) assim te apreendo brusco

Inamovível, e te respiro inteiro

 

Um arco-íris de ar em águas profundas.

 

Como se tudo o mais me permitisses,

A mim me fotografo nuns portões de ferro

Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima

No dissoluto de toda despedida.

 

Como se te perdesse nos trens, nas estações

Ou contornando um círculo de águas

Removente ave, assim te somo a mim:

De redes e de anseios inundada.

(II)

 

* * *

 

Descansa.

O Homem já se fez

O escuro cego raivoso animal

Que pretendias.

(Via Vazia - VIII)

 

(Amavisse - São Paulo: Massao Ohno Editor, 1989.)


publicado por bruxabouga às 14:27

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Domingo, 16 de Abril de 2006

tenho andado de costas voltadas

É tenho andado de costas voltadas comigo mesmo, entretanto já viajei já voltei mas continuo de costas voltadas, tenho mesmo de começar a mudar a minha atitude para comigo mesma, mas também bolas que raio de karma este que parece que tudo aquilo que eu mais receio e até prevejo me acontece, à quem até pense que isso até é muito bom pois quanto mais sofrermos nesta vida menos tempo teremos de andar a vaguear neste universo.

Por vezes até tenho atitudes e pensamentos que me fazem encher um pouco a alma e ter força para continuar nesta merda de vida, mas agora esta fase está a ser deveras difícil todas as noites para dormir bebo um copo não me embebedo mas bebo para entorpecer as ideias, fico meio anestesiada e prontos lá caiu eu na noite o pior é quando alguma coisa me acorda aí o efeito do álcool parece que me dá um espertina que só paro de manhã, estou mesmo a precisar de arranjar uma companhia para estas minhas noites de solidão, mas quem? não é que até não existam diversas opções e também a minha aparência não é de todo má até segundo afirmam é bem charmant " o pior mesmo é a cabeça que parece bloqueada e não há password que me valha, já pensei em alguns momentos encontrar uma companhia do mesmo sexo pois quem sabe não se criaria vínculos e seria somente uma troca de favores, com os homens isso não é de forma alguma possível embora até todos digam que o que procuram numa mulher é só isso mesmo, a realidade comigo não se passa assim acabo sempre por casar e ter filhos, que raio de karma este!

Desde que me lembro todas as vezes que tentava flertar algum rapaz mesmo na altura da minha adolescência todos tinham como se pode até bem dizer um grande respeito por mim, ou queriam ser meus grandes amigos ou então relação sérias, cheguei mesmo ao cúmulo de namorar com um rapaz que na altura que os hormonas dele começaram a pedir sexo disse-me com a maior das honestidades que ia procurar outra, já viram bem o ridículo disto tudo? durante alguns anos mais propriamente até à bem pouco tempo achava que isso até era lisonjeante mas chegar agora a esta idade olhar para trás e ver todo o meu percurso, pergunto-me aonde esteve a parte de loucura que eu devia ter vivido? vivê-la agora não me parece sensato isto é que é ridículo

sinto-me:

publicado por bruxabouga às 19:49

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