Vem, cara, me retrate/Não é impossível/Eu não sou difícil de ler/Faça sua parte/Eu sou daqui eu não sou de Marte/Vem, cara, me repara/Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim/Só não se perca ao entrar/No meu infinito particular(...)"

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Domingo, 24 de Setembro de 2006

agora... para mim Brecht

Contra a sedução

Nunca se deixem seduzir
Não há caminho de regresso
Penetra o dia pelas portas
Durante a noite o vento sopra
Mas a manhã não volta mais.

Nunca se deixem convencer
De que esta vida vale pouco
Bebam a vida em grandes goles
Então verão que ainda foi pouco
Quando tiverem de a deixar.

Não vivam nunca de esperar
O tempo é muito limitado
Deixem mofar os incapazes
O grande bem é a própria vida
Vive-se apenas uma vez.

Nunca se deixem enganar
No mundo há fome e servidão
Qual o motivo de ter medo?
Como animais os homens morrem
E após a morte não há nada.

Bertolt Brecht


publicado por bruxabouga às 21:53

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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2006

William Blake



Na semeadura aprenda, na colheita ensine, no inverno desfrute.
Guie sua carroça e seu arado sobre os ossos dos mortos.
A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria.
A prudência é uma velha donzela feia cortejada pela incapacidade.
Quem deseja, mas não age, gera a pestilência.
A minhoca cortada perdoa o arado.
Mergulha no rio quem ama a água.
Um tolo não vê a mesma árvore vista por um sábio.
Aquele cuja face não tem luz nunca se tornará uma estrela.
A eternidade está apaixonada pelas produções do tempo.
A abelha ocupada não tem tempo para a tristeza.
As horas de tolice são medidas pelo relógio, mas as da sabedoria, nenhum relógio pode medir.
Toda comida saudável é apanhada sem rede ou arapuca.
Ressalte os números de peso e medida em um ano de escassez.
Nenhum pássaro voa alto demais, se voa com as próprias asas.
Um corpo morto não se vinga de ofensas.
O mais sublime ato é pôr outro antes de você.
Se o tolo persistisse em sua tolice, ele se tornaria sábio.
A tolice é o disfarce da patifaria.
A vergonha é o disfarce do orgulho.

DO LIVRO MATRIMÔNIO DO CÉU E DO INFERNO

willian blake


 


publicado por bruxabouga às 08:32

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Segunda-feira, 7 de Agosto de 2006

Woeser e Bhuchung D.Sonam

I Am
Bhuchung D. Sonam

I am what I am
One for all
All for none,
An empty crevice
A full stomach,
Oft fool, seldom wise,
A child in a man's shoe
Geared to walk on a stony path,
Craves to crush those dried leaves
Turns on when a dg barks,
Snores hard on a soporific talk,
I once owned a pea-shooter
Now a pen that writes -
'I abhor the new moon night
Darkness invokes dreams abase,
Drunken man, jumping snakes,
Crooning jackals and shattered sleep.
Yet on the full moon night
I sleep to dream…
Green for leaves
Blue for oceans
White for snows,
And when the morn arrives
I awake
A child in man's shoe
I am what I am.

Secret Tibet

Dedicated to the imprisoned Tenzin Delek Rinpoche, Bangri Rinpoche and Lobsang Tenzin
- Woeser 

Woeser

I
When I think of it, what do they have to do with me?
Palden Gyatso1, imprisoned for thirty-three years;
Ngawang Sangdrol2, locked up since she was twelve;
then the newly-freed Phuntsok Nyidron 3
and Lobsang Tenzin4, imprisoned somewhere.
I don’t know them, really, haven’t even seen their photos.

I only saw on the web, in front of an old lama,
shackles, sharp knives, cattle prods with multiple functions.
Loose skin, bony cheeks, furrowed wrinkles,
a recognizable handsomeness from his youth,
a beauty that doesn’t belong to the mundane.
Becoming a monk early in life,
the Buddha’s spirit glows in his face. ...

Os blogs desta poetisa foram retirados pela censura chinesa, alguns deles encontram-se neste site.

www.tibetwrites.org

 


publicado por bruxabouga às 19:53

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porque é lindo

Já gastamos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as paredes das esquinas
em esperas inúteis.


Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
Porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.


Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.



Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.


Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade



publicado por bruxabouga às 18:48

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Sábado, 29 de Julho de 2006

A velocidade do canto dos peixes

Perdi a paciência

com que se desenha a primeira letra.

Agora as palavras estão desfiguradas

pela pressa de chegar ao fim

e poder recomeçar.

A flecha parte e nunca chega

a chegar

passa pelo monte sem adormecer

à sombra de uma árvore

corre sobre as águas

mais veloz do que o canto dos peixes

nos dias festivos

e o alvo só recebe

a força da sua velocidade.

Rosa Alice Branco


publicado por bruxabouga às 18:55

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Sexta-feira, 7 de Julho de 2006

Courage

To see what is good and not to do it is want of courage.

                                                        Confucius


publicado por bruxabouga às 20:45

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Wisdom

now the eyes of my eyes are open.

now the ears of my ears awake.

                                      E.E.Cummings 

música: Assis sur le rebord du monde-Francis Cabrel

publicado por bruxabouga às 20:41

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Quinta-feira, 29 de Junho de 2006

Samuel Beckett

"...Onde iria, se pudesse ir, que seria, se pudesse ser, que diria, se tivesse uma voz, quem é que fala assim, dizendo que sou eu?Respondam simplesmente, haja alguém que responda simplesmente. É o mesmo desconhecido de sempre, o único para quem existo, nas profundezas da minha inexistência, da sua inexistência, da nossa, ora aí está uma resposta simples...." in Novelas e textos para nada- Samuel Beckett

Este é só um extracto deste livro fantástico, hoje fui a uma super feira de livros, encontrei alguns que já tinha lido e que procurava algum tempo, outros que ainda não tinha lido e que nem procurava, enfim ao todo vim com uma boa quantidade de literatura para casa, do grande Samuel Beckett, encontrei este acima descrito, "Murphy", "Watt", "O inominável".

 


publicado por bruxabouga às 22:15

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Sexta-feira, 23 de Junho de 2006

António Ramos Rosa

EM TORNO DO IMPONDERÁVEL

O mais seguro abrigo

é o que oscila um pouco

como se oscilássemos

sobre a matéria viva

ou no coração do espaço

 

O poema deve

aparecer

como um objecto supérfluo

e surpreendente

 

Duas borboletas pousaram

cada uma na sua flor

e depois trocaram

de flor

 

Não pensar

é mais difícil

do que pensar

e o pensamento

é tanto mais rico e fluído

quanto inclui em si

o vazio de não pensar

 

A sabedoria

é uma espécie de ignorância

que só apreende

o que é digno de ser conhecido

 

O silêncio só é o silêncio

quando é o silêncio do silêncio.


publicado por bruxabouga às 21:26

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Terça-feira, 20 de Junho de 2006

Bashô

Admirável perante o relâmpago não diz: a vida foge.

BASHÔ


publicado por bruxabouga às 10:53

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